Eu a encontrei.
Encontrei quem eu tanto procurava, mas ela estava na dela, estava quieta e com uma bagagem que carregava dentro de si.
Não consegui reconhecer a feição que agora me mostrará, ela estava diferente, algo nela não era mais como sempre foi, e eu fiquei com medo de me aproximar, não sabia o que eu poderia escutar, confesso que não estava preparada para ouvir qualquer coisa.
Me afastei e a deixei ali, mas algo me agoniava, e eu voltei, a olhei, mexi em meus cabelos, e fui me aproximando, cheguei pertinho e ela me disse que havia desistido, desistido de que? me indaguei, mas também preferi deixar como estava, mas aquela palavra me incomodou, tirou meu sono, "DESISTIR", do que ela poderia ter desistido, nada poderia passar por minha cabeça...A procurei novamente, e ela continuava com a mesma feição, uma feição que não dizia absolutamente nada, criei coragem, e a perguntei de que ela havia desistido, ela me disse que desistiu de insistir em um amor que ela idealizou somente na cabeça dela, me disse que em respeito a ela, e em respeito a todo o amor que ela sentia por si, tinha desistido de dar o seu amor a outra pessoa que ela não julgava ser merecedora, mas não a todas as pessoas, mas a um específico, me disse que doía, que sentia as vezes a barriga dar nó, e o coração bater tão forte que parecia que ia parar, mas descobriu uma coisa que ela não imaginava que tinha, que era o amor próprio e ele era tão forte e maior do que qualquer amor que houvesse nessa vida.
Depois disso, ela fez com os lábios como se fosse abrir um singelo sorriso, e eu retribui, depois disso me senti em paz, com o mundo e COMIGO.
"Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas..." (Clarice Lispector)
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Nossa que saudade disso tudo aqui, ando tão sem tempo, eu nunca pensei que um dia fosse dizer, mesmo que mentalmente, a frase "queria que meu dia tivesse 48 horas", eu acordo e quando vejo estou dormindo novamente.
Minha rotina mudou completamente, na verdade tudo em minha vida mudou, eu acordo e me sinto diferente a cada minuto, um outro coração bate dentro do meu corpo, e tudo o que eu faço ou penso em fazer sempre tenho que pensar por dois, o que pra mim é difícil, sempre foi difícil pensar somente por mim.
Passei do estado solteira para o casada, em um piscar de olhos, quando acordei um dia havia deixado de lado a casa de minha mãe, e estava dormindo ao lado daquele que seria meu marido, numa casa que seria a minha nova casa e em uma vida que seria a minha nova vida.
Não me queixo, pois não é ruim, é diferente, as vezes confesso que morro de saudade do meu quarto só meu com todas as minhas coisas, da minha bagunça que a minha mãe vivia me enchendo o saco para que eu arrumasse, de ouvir sermões de minha mãe, de esperar a minha mãe chegar a noite para fazer a minha comidinha.
E agora ir na casa que sempre foi minha e ser a visita de domingo, onde eu passo o dia inteiro lá, com minha mãe fazendo as coisas pra mim, e depois me despeço dela e venho embora para então a minha atual casa é um pouco assustador.
Mas a vida é assim, voamos, e nos desgrudamos de tudo aquilo que um dia foi nosso e nos expandimos, para novas experiências, novos acontecimentos, logo terei meu filho do meu lado, e serei mãe, e um dia também vou ter que deixa-lo voar e construir o seu próprio destino, e quem sabe ele assim como eu também não sinta saudade de casa, e de mim...rs
Espero que me visite aos domingos, coma churrasco comigo, jogue papo furado, leve seu respectivo companheiro, e que seja assim a felicidade dele.
Essa é a minha felicidade, me sinto feliz, amo meu marido, e amo meu filho que vai nascer, construí a minha família, que terá como base muito amor, e muito carinho.
Meu casamento não é um conto de fadas, como eu achei que seria, e também não vivemos em um castelo, aprendemos com o tempo como lidar com o outro, acho que no início foi mais difícil mais agora, tiramos de letra e eu vi que ele era um rei de verdade, com todos os problemas do dia a dia, com todas as diversidades, mas eu o amo, e a casa em que vivemos também não é um palácio, mas é um lugar muito feliz onde moram pessoas boas, com as quais aprendi a conviver e a gostar.
Conto os dias para a chegada de nosso príncipe, cada mês que se passa eu digo menos um, atualmente estou com 4 meses, agora só faltam 5, semana que vem consigo descobrir se será menino ou menina, bom todos esperam que seja menino, na verdade eu também...rs Mas o que Deus mandar, será recebido com muito amor, Príncipe ou Princesa para fazer parte do nosso Era uma vez...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Descobri que meu útero estava grávido.
E me desesperei, nossa como eu chorei gente, acho que é um choque para toda mulher aos 22 anos descobrir que será mãe. Se a nossa vida já está estabilizada, tudo bem. Mas se não está, ai pega. E me pegou.
Mas ontem fiz um exame que me permitiu ouvir o coração do meu bebezinho, e eu chorei, por pensar que eu seria a responsável por trazer mais uma vida ao mundo, e saber que aquele ser tão pequeno já tinha um coração que batia que nem coração de gente grande, me deixou extremamente emocionada.
E me fez esquecer todo o medo ou qualquer dúvida que eu fosse sentir, e um sentimento lindo apareceu dentro do meu coração, eu percebi que de uma forma diferente, percebi que existe amor que a gente não pode explicar ou qualificar, eu percebi que amava da forma mais linda do mundo, um ser que vai chegar em pouco tempo e trazer alegria aos meus dias.
E saber que agora eu não seria mais a filha, que além de ser a filha eu também seria mãe, é a experiência mais linda e mais inexplicável que eu poderia vivenciar.
E ser mulher é isso não é verdade?
Somos genitoras, damos vida, e geramos quem sabe, aquele que pode ser o futuro do mundo.
Que seja bem vindo meu ser de luz, e que você traga muito amor, e muita alegria para todo o mundo.
E me desesperei, nossa como eu chorei gente, acho que é um choque para toda mulher aos 22 anos descobrir que será mãe. Se a nossa vida já está estabilizada, tudo bem. Mas se não está, ai pega. E me pegou.
Mas ontem fiz um exame que me permitiu ouvir o coração do meu bebezinho, e eu chorei, por pensar que eu seria a responsável por trazer mais uma vida ao mundo, e saber que aquele ser tão pequeno já tinha um coração que batia que nem coração de gente grande, me deixou extremamente emocionada.
E me fez esquecer todo o medo ou qualquer dúvida que eu fosse sentir, e um sentimento lindo apareceu dentro do meu coração, eu percebi que de uma forma diferente, percebi que existe amor que a gente não pode explicar ou qualificar, eu percebi que amava da forma mais linda do mundo, um ser que vai chegar em pouco tempo e trazer alegria aos meus dias.
E saber que agora eu não seria mais a filha, que além de ser a filha eu também seria mãe, é a experiência mais linda e mais inexplicável que eu poderia vivenciar.
E ser mulher é isso não é verdade?
Somos genitoras, damos vida, e geramos quem sabe, aquele que pode ser o futuro do mundo.
Que seja bem vindo meu ser de luz, e que você traga muito amor, e muita alegria para todo o mundo.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sempre fui muito apegada com a minha família, mas acredito que a gente faz família por onde a gente passa, criamos apego, criamos afinidades, e amamos as pessoas que nem sempre tem o nosso sobrenome, ou nosso tipo sanguineo.
E eu sou fácil em construir família, tenho vários tipos de família, tenho minha família biológica, tenho meus irmãos que eu escolhi, tenho a minha família na faculdade, no trabalho.
E família a gente abraça tudo junto, a gente da carinho, e mostra a nossa melhor versão.
E eu agradeço a Deus pela oportunidade que ele me deu, de construir laços aqui, que mesmo que se passem anos, jamais serão desfeitos.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
A historia do menino.
Como descrever o menino?
Tenho tantos adjetivos que poderiam se enquadrar tão bem ao falar dele.
Embora ele já seja um homem, ele tem uma vida de menino, talvez ele seja o tão famoso "eterno meninão". Ele é lindo, engraçado, avoado, descarado.
Mas é encantador, o modo desastrado dele ver a vida, é fascinante.
O menino em si é apaixonante. Até a cafajestagem do menino, é intrigante, porque todo o conjunto dele é no mínimo interessante.
Porque ele não faz tipo, não faz cerimonia, ele realmente não presta, e não tem a mínima vergonha disso. Ele não faz média, ele é o que é, do jeito que é, igualzinho como a gente vê.
Ele não conta história, ele é cara lava, descarado.
Ele não é meu, ele não é dela, e ele nunca será de ninguém, porque ele é do mundo inteiro, seria um egoísmo pro mundo, colocar ele dentro de uma gaiola, o menino precisa voar, e pousar de ninho em ninho, ele não pode ser de um ninho só, não por enquanto, seria até um pecado, cortar as asinhas dele, porque o menino tem que voar.
E eu gosto de assistir o menino, e sorrio, pensando, lá vai ele, voar um pouco mais.
O menino é tão menino que ser homem não combina com ele.
Mas sei que um dia ele vai crescer, evoluir e aprender, e se tornar homem de verdade.
Talvez ele continue sendo gracioso, porque talvez isso seja algo inato a personalidade dele, mas mesmo assim, eu jamais conseguirei esquecer a passagem desse menino em minha vida.
Na vida conhecemos muitas pessoas, e algumas delas marcam a gente de tal forma, que mesmo que se passem anos, a passagem dela em nossa vida sempre é lembrada, tem gente que passa pela gente e não passa simplesmente, ela deixa algo, gravado em nós, e a meninice dele, e do menino eu não esqueço nunca mais.
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