quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Ela espera que ele entre pela porta e volte atrás mas ele nunca volta.
Ele é orgulhoso demais pra isso, mas ela também é, mas engole o seu orgulho para o bem dos dois.
Ela pensa no bem dos dois, e ele só em seu próprio bem.
Que espécie é esse de amor que só tem uma mão?
O amor é feito de mão dupla, eterna reciprocidade, um ir e vir que não termina.
Ela no fundo quer se cansar de ficar sentada esperando ele voltar atrás, mas ela não se cansa.
Ela também não entende que tipo de gostar é esse, que aceita ser sempre submissa.
Ele diz que ela é importante pra ele, mas porque será que ela não acredita nisso?
Embora ela goste dele, nada preenche o enorme vazio que existe dentro dela.
Ela era tão feliz, e agora vive andando pelos cantos da casa como se procurasse sempre uma brecha pra se esconder.
Ele age como se não percebesse, mas ela não acredita que ele seja tão ingênuo assim.
No fundo ela acredita que ele prefere não perceber, no fundo ela acredita que um dia tudo isso vai ter um fim, no fundo talvez ela acredite em muitas coisas.
Mas nele, ela não acredita mais.

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