domingo, 21 de agosto de 2011

Tudo na nossa vida é questão de escolha. Por mais que muitas vezes algumas coisas nos aconteçam e a gente pense "Nossa se eu pudesse, escolheria não passar por isso", no fundo se você está passando é porque você escolheu, e uma vez escolhido, é fato.
Não se pode voltar atrás, se arrepender, ficar todos os dias de sua vida se culpando e pensando, na escolha errada que fez, porque o tempo não volta, não podemos fazer apertar o pause e voltar a cena, o que PODEMOS e DEVEMOS, é prosseguir com a nossa própria história, o nosso próprio roteiro, e tecer a nossa trama.
Eu escolhi prosseguir, e dar um final diferente a minha vida, não foi porque escolhi errado uma vez que vou seguir o resto da minha vida me martirizando, resolvi mudar, me reformular, seguir em frente e deixar o tempo dar um jeito e fazer com que as coisas sejam do jeito que tem que ser.
Não tenho pressa, não me atropelo, embora eu pareça estar conformada, sentada olhando tudo a minha volta passar, eu não estou, por dento, eu questiono, me pergunto, e penso, todos os dias no que é melhor, pra minha vida nesse momento.
Ser feliz ou não também é uma questão de escolha, e eu escolhi ser feliz, sorrir, por mais que muitas vezes a vontade que eu tenha é de chorar até que todas as lágrimas se esgotem (também posso fazer um dramalhão mexicano.rs).
Ninguém pode escolher a infelicidade, e conviver pra sempre com ela como se não houvesse outra saída, é claro que tem, temos o infinito de possibilidades, tudo é possível, ser feliz é possível basta se querer, e desejar isso no infinito.
Eu escolhi ser feliz, e você?

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Antes de ser mãe


Antes de ser mãe, eu fazia e comia
os alimentos ainda quentes.
Eu não tinha roupas manchadas,
tinha calmas conversas ao telefone.
Antes de ser mãe, eu dormia o quanto eu queria,
Nunca me preocupava com a hora de ir para a cama.
Eu não me esquecia de escovar os cabelos e os dentes

Antes de ser mãe,
eu limpava minha casa todo dia.
Eu não tropeçava em brinquedos e
nem pensava em canções de ninar.
Antes de ser mãe, eu não me preocupava:
Se minhas plantas eram venenosas ou não.
Imunizações e vacinas então,
eram coisas em que eu não pensava.

Antes de ser mãe,
ninguém vomitou e nem fez xixi em mim,
Nem me beliscou sem nenhum cuidado,
com dedinhos de unhas finas.

Antes de ser mãe,
eu tinha controle sobre a minha mente,
Meus pensamentos, meu corpo e meus sentimentos,
e dormia a noite toda.

Antes de ser mãe,eu nunca tive que
segurar uma criança chorando,
para que médicos pudessem fazer testes
ou aplicar injeções.
Eu nunca chorei olhando pequeninos
olhos que choravam.

Nunca fiquei gloriosamente feliz
com uma simples risadinha.
Nem fiquei sentada horas e horas
olhando um bebê dormindo.

Antes de ser mãe, eu nunca segurei uma criança,
só por não querer afastar meu corpo do dela.
Eu nunca senti meu coração se despedaçar,
quando não pude estancar uma dor.
Nunca imaginei que uma coisinha tão pequenina,
pudesse mudar tanto a minha vida e
que pudesse amar alguém tanto assim.
E não sabia que eu adoraria ser mãe.

Antes de ser mãe, eu não conhecia a sensação,
de ter meu coração fora do meu próprio corpo.
Não conhecia a felicidade de
alimentar um bebê faminto.
Não conhecia esse laço que existe
entre a mãe e a sua criança.
E não imaginava que algo tão pequenino,
pudesse fazer-me sentir tão importante.

Antes de ser mãe, eu nunca me levantei
à noite toda , cada 10 minutos, para me
certificar de que tudo estava bem.
Nunca pude imaginar o calor, a alegria, o amor,
a dor e a satisfação de ser uma mãe.
Eu não sabia que era capaz de ter
sentimentos tão fortes.

Por tudo e, apesar de tudo, obrigada Deus,
Por eu ser agora um alguém tão frágil
e tão forte ao mesmo tempo.
Obrigada meu Deus, por permitir-me ser Mãe!

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sete meses

Falta pouco, falta pouco demais, mas no entanto parece que ainda falta uma eternidade.
Só quem é mãe, sabe o que é ser mãe, sempre ouvi isso, mais agora eu realmente sei como é.
A cada chute que eu recebo dela, parece que meu coração vai saltar de dentro do meu peito, e eu sinto uma vontade enorme de arrancar ela de dentro de mim, mesmo não sendo ainda o tempo dela, só pra abraça-lá e poder tocar em cada pedacinho do seu corpo, que foi construido com a ajuda do meu corpo.
Estou louca pra poder ninar ela, ouvir ela me chamar de mãe, a acompanhar na escola, vê-la crescer, e abraçar ela todas as vezes em que o mundo parecer cair na cabeça dela.
Estou ficando louca, contando as horas, os dias, querendo que o tempo voe, para eu poder segurar no colo, dar o alimento, e cuidar daquela que já é a razão de tudo o que eu faço, do que eu penso, do que eu sinto.
Nunca pensei que alguma coisa em minha vida seria tão intensa, mas o amor que eu sinto por ela é maior do que qualquer coisa que possa existir, é inexplicável, não tenho nem como classificar, eu só consigo afirmar, com toda a certeza do universo, que ninguém nesse mundo será capaz de amar a minha princesa mais do que eu.
Afinal de contas passamos juntas 9 meses, só ela e eu, ela me faz engordar a cada mês, me faz sentir dores esquisitas, vontades esquisitas, me faz andar que nem uma patinha, e vai me fazer sentir a maior dor do mundo, mas não importa, nada me importará mais do que o dia em que eu vê-la sorrir pra mim, e perceber que nesse mundo existe um pedacinho meu que anda, e fala.
A minha filha, a minha princesa, a minha Maria, a minha Fernandinha, a minha Maria Fernanda, estamos muito próximas de nos vermos e eu poder dizer todos os dias da minha vida que eu amo muito você.


Seu pai e eu, estamos aqui loucos pra sua chegada. S2

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nossa vida toma seu sentido próprio, as vezes perdemos o fio da meada e quando vemos estamos sendo arrastadas para algum tipo de situação que provavelmente não seria esse o seu final feliz.
Não podemos escrever o nosso roteiro, nem colocar as frases e as pessoas em seus devidos lugares, somos levados, a tudo o que tem que ser.
Mas muitas vezes aquilo que tem que ser, não é realmente o que nós gostaríamos que fosse, em minha vida muitas coisas acontecem da forma que eu não gostaria que fosse, talvez se eu pudesse escrever o meu próprio roteiro, tiraria certos momentos, certas pessoas, certas frases, certos sentimentos de dentro de mim (ou nesse caso colocaria).
Não ando sentindo nada, quer dizer a única coisa que sinto é um amor, que nem sei explicar como sinto, pela minha filha que vai nascer, de resto, ninguém me toca, ninguém me comove, ninguém me faz perder noites de sono.
Foi-se o tempo em que parecia que eu vivia em uma propaganda de comercial de margarina.
Está tudo morno, sem sal, sem graça, parece que o mundo inteiro perdeu a graça.
As pessoas me assustam, e quanto mais eu as conheço, mais eu tenho vontade de nunca te-las conhecido.
é engraçado, como nosso sentimento se transforma, como a nossa visão de vida, e de pessoas da nossa vida, se recicla.
Sinto pena, dele, não de mim, pois ele, com certeza está perdendo uma grande pessoa, estamos nos afastando, e ele não consegue enxergar, talvez porque a minha presença em carne e osso sempre esteja presente quando ele se aproxima, mais o meu coração, já está longe faz tempo, junto com tudo de lindo que eu sempre senti.
É uma pena, que algumas pessoas não consigam enxergar o real valor de algumas outras pessoas na nossa vida, mas eu não o culpo, também não me culpo, tudo está sendo da maneira que tem que ser.
A única coisa que ainda consegue me alegrar é saber que estou próxima de abraçar, aquela que será toda a razão das coisas que eu fizer em minha vida. De resto estou aqui, continuo na minha observando até aonde toda essa loucura em que me enfiei vai me levar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu a encontrei.
Encontrei quem eu tanto procurava, mas ela estava na dela, estava quieta e com uma bagagem que carregava dentro de si.
Não consegui reconhecer a feição que agora me mostrará, ela estava diferente, algo nela não era mais como sempre foi, e eu fiquei com medo de me aproximar, não sabia o que eu poderia escutar, confesso que não estava preparada para ouvir qualquer coisa.
Me afastei e a deixei ali, mas algo me agoniava, e eu voltei, a olhei, mexi em meus cabelos, e fui me aproximando, cheguei pertinho e ela me disse que havia desistido, desistido de que? me indaguei, mas também preferi deixar como estava, mas aquela palavra me incomodou, tirou meu sono, "DESISTIR", do que ela poderia ter desistido, nada poderia passar por minha cabeça...A procurei novamente, e ela continuava com a mesma feição, uma feição que não dizia absolutamente nada, criei coragem, e a perguntei de que ela havia desistido, ela me disse que desistiu de insistir em um amor que ela idealizou somente na cabeça dela, me disse que em respeito a ela, e em respeito a todo o amor que ela sentia por si, tinha desistido de dar o seu amor a outra pessoa que ela não julgava ser merecedora, mas não a todas as pessoas, mas a um específico, me disse que doía, que sentia as vezes a barriga dar nó, e o coração bater tão forte que parecia que ia parar, mas descobriu uma coisa que ela não imaginava que tinha, que era o amor próprio e ele era tão forte e maior do que qualquer amor que houvesse nessa vida.
Depois disso, ela fez com os lábios como se fosse abrir um singelo sorriso, e eu retribui, depois disso me senti em paz, com o mundo e COMIGO.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nossa que saudade disso tudo aqui, ando tão sem tempo, eu nunca pensei que um dia fosse dizer, mesmo que mentalmente, a frase "queria que meu dia tivesse 48 horas", eu acordo e quando vejo estou dormindo novamente.
Minha rotina mudou completamente, na verdade tudo em minha vida mudou, eu acordo e me sinto diferente a cada minuto, um outro coração bate dentro do meu corpo, e tudo o que eu faço ou penso em fazer sempre tenho que pensar por dois, o que pra mim é difícil, sempre foi difícil pensar somente por mim.
Passei do estado solteira para o casada, em um piscar de olhos, quando acordei um dia havia deixado de lado a casa de minha mãe, e estava dormindo ao lado daquele que seria meu marido, numa casa que seria a minha nova casa e em uma vida que seria a minha nova vida.
Não me queixo, pois não é ruim, é diferente, as vezes confesso que morro de saudade do meu quarto só meu com todas as minhas coisas, da minha bagunça que a minha mãe vivia me enchendo o saco para que eu arrumasse, de ouvir sermões de minha mãe, de esperar a minha mãe chegar a noite para fazer a minha comidinha.
E agora ir na casa que sempre foi minha e ser a visita de domingo, onde eu passo o dia inteiro lá, com minha mãe fazendo as coisas pra mim, e depois me despeço dela e venho embora para então a minha atual casa é um pouco assustador.
Mas a vida é assim, voamos, e nos desgrudamos de tudo aquilo que um dia foi nosso e nos expandimos, para novas experiências, novos acontecimentos, logo terei meu filho do meu lado, e serei mãe, e um dia também vou ter que deixa-lo voar e construir o seu próprio destino, e quem sabe ele assim como eu também não sinta saudade de casa, e de mim...rs
Espero que me visite aos domingos, coma churrasco comigo, jogue papo furado, leve seu respectivo companheiro, e que seja assim a felicidade dele.
Essa é a minha felicidade, me sinto feliz, amo meu marido, e amo meu filho que vai nascer, construí a minha família, que terá como base muito amor, e muito carinho.
Meu casamento não é um conto de fadas, como eu achei que seria, e também não vivemos em um castelo, aprendemos com o tempo como lidar com o outro, acho que no início foi mais difícil mais agora, tiramos de letra e eu vi que ele era um rei de verdade, com todos os problemas do dia a dia, com todas as diversidades, mas eu o amo, e a casa em que vivemos também não é um palácio, mas é um lugar muito feliz onde moram pessoas boas, com as quais aprendi a conviver e a gostar.
Conto os dias para a chegada de nosso príncipe, cada mês que se passa eu digo menos um, atualmente estou com 4 meses, agora só faltam 5, semana que vem consigo descobrir se será menino ou menina, bom todos esperam que seja menino, na verdade eu também...rs Mas o que Deus mandar, será recebido com muito amor, Príncipe ou Princesa para fazer parte do nosso Era uma vez...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Descobri que meu útero estava grávido.
E me desesperei, nossa como eu chorei gente, acho que é um choque para toda mulher aos 22 anos descobrir que será mãe. Se a nossa vida já está estabilizada, tudo bem. Mas se não está, ai pega. E me pegou.
Mas ontem fiz um exame que me permitiu ouvir o coração do meu bebezinho, e eu chorei, por pensar que eu seria a responsável por trazer mais uma vida ao mundo, e saber que aquele ser tão pequeno já tinha um coração que batia que nem coração de gente grande, me deixou extremamente emocionada.
E me fez esquecer todo o medo ou qualquer dúvida que eu fosse sentir, e um sentimento lindo apareceu dentro do meu coração, eu percebi que de uma forma diferente, percebi que existe amor que a gente não pode explicar ou qualificar, eu percebi que amava da forma mais linda do mundo, um ser que vai chegar em pouco tempo e trazer alegria aos meus dias.
E saber que agora eu não seria mais a filha, que além de ser a filha eu também seria mãe, é a experiência mais linda e mais inexplicável que eu poderia vivenciar.
E ser mulher é isso não é verdade?
Somos genitoras, damos vida, e geramos quem sabe, aquele que pode ser o futuro do mundo.

Que seja bem vindo meu ser de luz, e que você traga muito amor, e muita alegria para todo o mundo.