sábado, 10 de outubro de 2009

Dia 12 de outubro... Que tal ser criança todo dia?


Sou uma criança grande, e quero ser assim pra sempre... Estou com Peter Pan quando ele diz que crescer é muito chato, tenho atitudes de gente grande que a sociedade cobra que eu tenha, mas na maioria das vezes ainda não cresci... Sou anciosa, gosto de brincar, choro quando dói, chamo a meu pai quando estou com medo, e procuro o colo da minha mãe quando o mundo desaba bem na minha cabeça...Tenho medo de escuro... e tenho medo de me perder na rua...
E eu admito... EU NÃO CRESCI...
Ser criança é não ter fim, é não sentir o tempo passar, é não se preocupar com o que estar por vir...Criança quer ser feliz... quer rir, quer brincar, quer abraçar apertado...
Gosto de inventar mundos, inventar amores....o simples me faz rir e o complicado me aborrece... O mundo pra mim é grande, não entendo como moro em um planeta que gira sem parar, nem como funciona o fax. Verdade seja dita: entender, eu entendo. Mas não faz diferença, os dias passam rápido, existe a tal gravidade, papéis entram e saem de máquinas, ninguém sabe ao certo quem descobriu a cor. (Têm coisas que não precisam ser explicadas. Pelo menos para mim). Tenho um coração maior do que eu, nunca sei a minha altura, tenho o tamanho de um sonho. E o sonho escreve a minha vida que às vezes eu risco, rabisco, embolo e jogo debaixo da cama (pra descansar a alma e dormir sossegada).Coragem eu tenho um monte. Mas medo eu tenho poucos. Tenho medo de Jornal Nacional, de lagartixa branca, de maionese vencida, tenho medo das pessoas, tenho medo de mim. Minha bagunça mora aqui dentro, pensamentos dormem e acordam, nunca sei a hora certa. Mas uma coisa eu digo: eu não páro. Perco o rumo, ralo o joelho, bato de frente com a cara na porta: sei aonde quero chegar, mesmo sem saber como. E vou. Sempre me pergunto quanto falta, se está perto, com que letra começa, se vai ter fim, se vai dar certo. Sempre questiono se você está feliz, se eu estou bonita, se eu vou ganhar estrelinha, se eu posso levar pra casa, se eu posso te levar pra mim. Não gosto de meias-palavras, de gente morna, nem de amar em silêncio. Aprendi que palavra é igual oração: tem que ser inteira senão perde a força. E força não há de faltar porque – aqui dentro – eu carrego o meu mundo. Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer. Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido, faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói. E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A-M-O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, um brinde que você ganhou e não gostou, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa. Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo. Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa!(E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)

2 comentários:

Just Pâmzinha disse...

Nossa, o seu post é muito massa mesmo ! É bom ter um coração de criança, alma de criança, pq ser adulto é muit chato. Ums pessoa que tem, pelo menos, 1% do seu EU criança, é uma pessoa mais verdadeira e feliz !

Sobre o blog para garotas, já fiz, tô querendo alguém p/ me ajudar a administrar ! Vc tem twitter ?

Beejos :*

http://justpamzinha.blogspot.com/
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diguitosbaltar@click21.com.br disse...

Cara, muito legal esse texto, vc escreve muito bem viu.